Escrevo em uma tarde solitária como todas as outras, escrevo para poder conversar com meu subconsciente, escrevo para espantar os fantasmas da minha mente. Preciso me sentir viva de alguma forma, preciso liberar toda essa carga negativa de minhas emoções, preciso desabafar porque senão enlouqueço.
Preciso descrever com detalhes minhas angustias e felicidades, para não esquecer mais delas. Minhas historias de amor, ilusão, tristeza, alegria... sempre tão narradas. Será que eu necessito expor tudo isso em um papel porque não tenho com quem conversar além das quatro paredes do meu quarto?
Ando fraca. Com a cabeça perdida sem um lugar pra repousar, ando em busca de paz para minha mente... Mas o sonho de finalmente repousar esta cada vez mais distante. Talvez eu não seja uma boa companhia para ninguém, já que eu me sinto entediada facilmente quando estou só, e isso prova o que eu já venho dito sobre eu ser minha melhor e pior companhia...
Sinto que estou perdendo o gosto pela as coisas, que estou cada vez mais nostálgica, apática e até mesmo misantrópica. A luta que venho tendo com minha própria mente está me deixando frágil. Percebo que não consigo enfrentar minha distimia e vejo o quão longo minhas noites são. Enquanto toda a cidade está dormindo no meio da madrugada, cá estou eu, remoendo e lutando comigo mesma.
Perco-me dentro de meus pensamentos, dentro dos meus medos e dos meus anseios, a cada dia percebo que vou deixando um pouco do que sou, do que fui para trás e sou consumida constantemente pelo os fantasmas que me rodeiam durante o dia, a tarde, a noite e a madrugada dessa fria cidade onde caminho sozinha, sempre.
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" Eu respiro tentando encher os pulmões de vida, mas ainda é difícil deixar qualquer luz entrar... Ainda sinto por dentro toda dor dessa ferida, mas o pior é pensar que isso um dia vai cicatrizar... Eu queria manter cada corte em carne viva, a minha dor em eterna exposição. "

Em uma noite de pura dor e agonia,

Em mais uma noite como todas as outras...

Rasgando minha pele, como quem rasga um papel

Definhando minha carne, como quem se despede da vida.

Essa estranha sensação de não ter mais vida.

De esta sendo sugada a cada minuto,

Estou vivendo dias negros,

Sem luz, sem cor... Sem vida!

Oh vida, o que estais fazendo comigo?

Vida, maldita ironia!

Carrega-me logo de uma vez,

Pra onde queres me levar...

(Hoje, só por hoje, desisto de caminhar!)

Hoje, é mais um dia. Apenas mais um...

É mais um dia nublado sobre a companhia de café e cigarros.

Não há nada,

Mas nada...

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Hoje é um dia cortante,

Que me entristece a cada passar de segundos,

Mais um aonde eu quase chego ao fim,

No fim de uma trajetória.

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Hoje, é mais uma luta com minha própria mente.

É mais um dia de promessas não cumpridas, mais um dia sangrento.

É mais um dia de questionamentos.

É mais um dia sozinha, na companhia apenas de mim mesma.

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"Ando tão a flor da pele

minha vontade se confude com a vontade de não ser

Ando tão a flor da pele que minha pele tem o fogo do juízo final.

[...]

Às vezes me preservo noutras, suicido!"

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Meu bem sinta minhas mãos ao tocar sua pele...

Sinta o gosto dos meus lábios ao te beijar,

Sinta o calor de meus braços ao te abraçar,

Sinta vontade de está ao meu lado.

Sinta minha respiração acelerada em seu ouvido,

Sinta minha voz trêmula ao dizer que eu te amo...

Não me deixe sozinha,

Não me deixe mais perdida,

Não me abandone nunca mais...

Sinta toda minha tristeza, quando minhas palavras não são ditas...

Sinta toda minha dor, mesmo quando eu a escondo de você...

Quando eu for embora, não desista de mim...

Mesmo quando não houver mais circulação de sangue em minhas veias,

Mesmo que não haja mais nenhum batimento em meu coração...

Leva-te contigo, todo o meu calor.

Leva-te contigo toda minha alegria.

Leva-te contigo, todo o meu amor.

Eu sempre te amarei.

Em qualquer lugar que eu esteja,

Para todo o sempre irei te amar.