Porque aquilo que me dá alegria,
Também é a grande responsável pela minha maior tristeza?
Ah, o amor! Quem pode entendê-lo?
Esse sentimento egoísta que nos torna escravos!

O beijo que une dois corpos,
Também é o mesmo que separa.
Esse sentimento que parece uma doença,
Que corroí lentamente todo meu corpo.

Como compreender o incompreensível?
Quando estou caída aos prantos,
Vens tu, motivo de toda minha ruína
E basta um simples sorriso, para tirar de mim toda tristeza.

Incomoda-me ser dependente de tuas carícias,
Sou a mais fraca de todas as donas nessa terra existente,
Pois basta teu olhar direcionado ao meu
E suas palavras doces para tudo novamente esquecer!

Esse sentimento que parece mais um vírus,
Que entra em meu corpo e destrói minhas células. Deixando-as fracas,
Ao ponto de passar por cima de qualquer amor-próprio que existe em mim,
Ah, o amor! Quem pode compreendê-lo?

Essa tristeza que me invade todos os dias,
Em sua maioria, a noite.
Parece uma grande navalha,
Que corta tudo que existe em mim.
                                                 (E assim fazendo-me sangrar)

Em alguns instantes toda fonte de alegria desaparece,
E o que me resta é apenas a solidão.
Como queria partir desse mundo
Para em outro por fim repousar.

Caminho em um bosque sombrio,
A procura de alguma luz,
Não há nenhum som, além do barulho dos meus passos
E não há nenhuma companhia, além de mim mesma.

Essa tristeza que suga toda minha força,
Parece tomar conta de mim,
Perco todas as esperanças
E desisto lentamente de existir.