Há pessoas que sentem prazer não no riso,
mas no exato instante em que ele se quebra,
quando a alegria alheia perde o chão
e elas sabem que foram a mão invisível por trás do tropeço.
mas no exato instante em que ele se quebra,
quando a alegria alheia perde o chão
e elas sabem que foram a mão invisível por trás do tropeço.
Não criam beleza, nem vínculo, nem afeto,
apenas se especializam na crítica disfarçada de cuidado,
na palavra “inocente” que chega calculada,
na observação que não foi solicitada.
Seu maior deleite não é ser mais,
é fazer o outro parecer menos,
reduzir, corroer, desgastar,
até que a própria mediocridade pareça virtude.
Mas quem vive de minar a luz do outro
jamais compreenderá a alegria que é ser inteira,
essa que não pede aprovação,
essa que sobrevive mesmo depois do ataque.
E pra você que sabe muito bem quem é,
seu veneno não me consome, apenas revela
o quanto sua atenção vive ocupada
em vigiar vidas alheias.
seu veneno não me consome, apenas revela
o quanto sua atenção vive ocupada
em vigiar vidas alheias.
Estás tão preocupada comigo
que esqueces de olhar para o próprio vazio,
confundes cuidado com invasão
e sinceridade com o prazer de ferir.
Se eu fumo é com meu dinheiro,
nunca lhe pedi um tostão.
Antes de apontar,
Antes de apontar,
encara teu próprio reflexo
teu teto de vidro estala
teu teto de vidro estala
a cada palavra que atiras.