Às vezes busco refúgio na escrita,
tentando aliviar o peso que sinto.
Mas são tantas vozes dentro de mim,
que me perco entre as palavras e o infinito
Na companhia de um café,
Para esquentar-me nessa tarde fria,
Encontro na escrita um abrigo,
um jeito de ainda sentir-me viva!
És ainda toda a força que tenho,
O meu riso inocente,
A melhor e pior parte em mim existente,
Um laço eterno, puro e envolvente.
Quando, por fim, da vida me despedir,
Guarda-te contigo uma doce lembrança,
Na morte, estará eu ainda te amando
E a velar noite e dia teu sublime sono.
Olá, caro leitor.
Minhas Palavras Mal Escritas nasceu em 2008, quando eu tinha 18 anos e muitas perguntas. Surgiu como escrita livre, quase um sussurro, um lugar de tentativa, de dizer o que ardia por dentro e de me reconhecer nas palavras. Escrever, desde então, foi forma de permanecer, de me buscar e de me compreender.
Com o tempo, o blog também mudou, porque eu mudei. Sou feita de processo, de inacabamentos. Houve um silêncio longo, um hiato de dez anos, até que a escrita voltou a me chamar. Hoje escrevo sobre o que me atravessa e me sustenta: o amor, a educação, o transtorno bipolar, a família, as alegrias, as tristezas, política, mas também as coisas belas do mundo, tudo o que me constituem.
Neste espaço permanece o essencial. A escrita como travessia, no qual memória, experiência e vir-a-ser se encontram.
Por: Luany de Macedo Nascimento
Quem sou?
Mas até onde podes saber do que é o ser?
Eu mesma nada sei, senão do pó e das cinzas que um dia serei, e das cinzas de outros tempos que, antes de mim, me moldaram.
Sou feita do que foi, do que se perdeu e do que insiste em permanecer.
Difícil dizer quem sou, quando em mim habitam muitos rostos, muitas vozes, muitos tempos e personagens. Não são máscaras dispersas,
mas fragmentos de uma mesma alma em travessia.
Cada personagem que me atravessa não me divide, ao contrário, constitui-me.
Luany de Macedo
Luany de Macedo
Visitantes
Luany de Macedo Nascimento. Tecnologia do Blogger.
Assinar:
Comentários (Atom)