Dei tempo ao silêncio, deixei-me cair,
aceitei as pausas que a dor desenhava.
Chorei sem vergonha, sem me punir
sabendo que a cura também se faz brava.
Foi meu amado esposo, luz nos dias rudes
quem me abraçou quando eu me desfazia.
Com gestos simples, mas cheios de virtudes,
Fez da sua calma a minha anestesia.
Caí mil vezes, levantei mais mil!
Não com honra, medalhas ou glórias vazias,
mas com a alma rasgada por inteiro,
feridas que só cicatrizam com poesia.
E se hoje caminho novamente. enfim reconciliada,
não foi só remédio que me fez ficar.
Mais que comprimidos, foi a escrita poética
me libertou e fez a minha vida novamente pulsar.
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