Dentro do silêncio que habita em minha alma, dentro da confusão de minha mente. Inúmeros erros para serem corrigidos, inúmeros feitos não agradecidos, inúmeras tentativas em vão... E tantas coisas para viver.

Estive em vários lugares, desloquei-me à varias dimensões. Viajei no tempo, no espaço. Saí de meu corpo e voei! Difícil traduzir com palavras o que senti... Caminhando sozinha, em direção da luz que cega meus olhos. Dessa luz, forte e clara. Que parece ser cada vez mais distante...
Passei tanto tempo da minha vida, trancafiada na escuridão que qualquer feixe de luz faz meus olhos cegarem. Não falo da escuridão por ausência da luz, falo da escuridão da alma. Falo dessa tristeza que invade meu ser por noite e dia. Por quantas vezes a lua foi minha única e fiel companheira? Por quantas noites, as estrelas foram minhas únicas amigas? Ninguém saberia ao certo decifrar o porquê me sinto assim. Quando o surto bate em minha porta, e o desespero toma conta de mim, é o momento que tudo se resume ao nada..  Se me vissem em tal estado, ninguém entenderia minha seriedade, a falta de um sorriso em meu rosto, o olhar sem brilho, o semblante estranho e o silêncio que habita em meu ser. Não sou eu nesses momentos... 


"Tudo é dor! E toda dor vem do desejo de não sentirmos dor..." 

Às vezes venho por meio da escrita
Liberar o tudo que sinto,
Mas sinto tanta coisa
Que me perco entre as linhas.

Na companhia de um café e dos cigarros
Para esquentar-me nessa noite fria,
Na companhia da escrita,
Para tentar sentir-se viva.

És ainda toda a força que me mantém viva,
O meu riso inocente,
A melhor e a pior parte em mim existente.

Quando por fim da vida despedir-me,
Guarda-te contigo uma doce lembrança.
Na morte, estarei eu ainda te amando,
E a velar noite e dia teu sublime sono.



De todos os amores por mim um dia já prometidos,
O teu, meu bem... 
Será o único a ser cumprido, até o fim!


 Quem poderia preencher esse vazio existente em meu peito?
Quem na terra poderia se aproximar de mim,
Invadindo meus pensamentos,
Sem machucar-me com o tempo?

Quem poderia me conquistar a cada raiar do sol?
Quem me faria desistir de meus planos,
Apenas para continuar vivendo um romance?

Lembro-me de um passado doce nem tão distante,
Pergunto-me todas as noites: - Onde eu errei?
Fui uma boa amiga, companheira e amante.
E levo comigo o seu sorriso como lembrança.

Eu não nasci para viver na realidade,
O papel que venho procurando pra minha vida parece não existir,
(exceto nos livros de romances)
E na vida e busca dos poetas...

"Eu não sei se sou o pugilista ou o saco de pancadas!" 

Acordei-me com os primeiros raios de sol, o relógio marcava 2hr antes do previsto, olhei pela janela e vi uma bela estrela entre o céu cinzento... Ela brilhava constantemente, identifico-me tanto com as estrelas, mesmo em suas constelações estão sempre tão só, seu brilho belo reflete meus sentimentos, que por muitos passam despercebidos. E acaba sempre tão de repente quanto surgiram, formando um buraco negro em minha alma. Sugando toda a felicidade ao meu redor!

O “Clã da Floresta” ainda estava a tocar uma suave e alegre melodia, o embalo das variantes envolvia-me a uma dança. O som daquele nervoso e solitário violino, que parecia chorar junto comigo toda dor que venho carregando em mim.


Eu tentei amá-lo com tudo o que eu pude, mesmo em segredo, a lua foi testemunha do quanto sofri por carregar este amor, do quanto quis tê-lo, do quanto desejei noite e dia, mas, chegou o momento de arrancar de dentro de mim, todo esse sentimento que me fere tanto. Meus sentimentos são invisíveis para aquele doce rapaz e seu coração já pertence certamente a outro alguém e nada mais poderei fazer do que esperar a madrugada chegar, para novamente com ele sonhar. É um completo suicídio continuar amando-o, estarei matando meu ser, meu coração, minha alma... A dor ao vê-lo cortejar outras donas é imensa e já não sei se posso esconder tal fato. Tento afastar-me, mas há uma enorme e dominadora força, que me puxa para perto dele novamente.


Passei parte do imaginável tempo, buscando de alguma forma arrancar essa doença do meu peito e percebi que já era noite, eu já estava ardendo em febre e não havia nenhum remédio ao meu lado...


Então vi as estrelas posicionadas sobre minha cabeça, a lua, sempre sorridente para mim... Ambas já estavam a brilhar neste vasto céu. E novamente, tu vens atormentar-me, pois o brilho de seus olhos lembra-me as estrelas... Sempre tão belas e solidárias as minhas necessidades, confortam-me nestas noites longas e frias. As estrelas trazem você para mais perto de mim, fecho os olhos e até posso sentir seu calor. Teu sorriso entorpece meus sentidos, fazendo-me delirar.


Em meio a estes delírios, procuro em minha imaginação um meio mais fácil de lhe ter ao meu lado. Mas então tua imagem passa por minha mente e parece que o mundo não gira... Tudo para e vejo somente você, sorrindo para mim.