Olá, caro leitor.
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Luany de Macedo
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mas na escola há prece e imposição.
A fé circula entre quadros e lições,
silenciando outras visões e religiões.
A LDB, em rito, abre o portão
pro ensino da crença sob o véu da "opção".
E a BNCC, com fala polida,
normatiza o "sagrado" na vida.
o neutro cede ao juízo pastoral.
O cristianismo, travestida de conteúdo,
ganha no jogo que molda o estudo.
Laicidade vira carta esquecida
Educar pra pensar é perigoso:
prefere-se o aluno manso e piedoso.
comecei a procurar por mim nos cacos.
Amanhã serei eufórica, eutimicamente calma,
Quando tua mão repousa sobre a minha,
Sinto o universo inteiro tão pequeno,
Perdido na alvorada que se aninha.
Teu riso é melodia que embriaga,
Mais doce que o luar sobre as roseiras,
E o mundo, essa tormenta que se apaga
Se curva à paz das nossas brincadeiras.
Oh, vida! Que esplendor na flor singela
Que juntos colhemos na manhã dourada;
O pão, café, a mesa tão singela,
São tronos de um reinado em madrugada.
E se o tempo ousar passar com dor,
E o outono desfolhar nossos sorrisos,
Que ele leve o mundo e todo ardor,
Mas nunca os nossos sonhos precisos.
Na casa pequena, o sol se derrama,
Pelas frestas dança sem pedir licença.
Um cheiro de pão, café e quem ama
Preenche o tempo com leve presença.
O riso da filha ecoa na sala,
Enquanto a mãe penteia o amanhã,
E o pai, com calma que nunca se exala,
Guarda o silêncio como quem tece lã.
Papéis no chão, lápis de colorir,
A filha desenha tudo o que vê,
Um sol, um gato, um céu a expandir,
Na ponta leve do lápis e do porquê.
E quando a noite pousa devagar,
Três corpos se encostam, puro calor.
Ali mora o encanto de habitar
O mesmo instante, no mesmo amor.