Eras, outrora, sombra indiferente,
Um vulto a vagar por meu mundo calado...
Mas teus olhos tristes, de brilho dolente,
Fizeram meu peito arder enfeitiçado.

Teus cabelos dançam no sopro do vento,
Tua voz, tão suave me envolve e seduz.
E ao cruzar teu olhar, por um só momento,
Sinto-me à beira do abismo sem luz.

Em tua presença, minh’alma vacila,
Meu desejo silente consome meu ser.
Há um mistério em ti que me atrai e me instiga,
E um beijo teu... é meu mais doce querer.

Oh! Belo rapaz, gentil cavaleiro,
Onde estás senão nos sonhos meus?
Se ao despertar, eu te perco ligeiro,
E em prantos clamo teu nome aos céus...