Quem sou?
Luany Nascimento.
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Dois corações que o tempo não separou,
Que enfrentaram ventos, tempestades e sóis,
Mas nunca deixaram de pulsar em amor.
Ao teu lado descobri a força do abraço,
O refúgio seguro no meio do caos,
O brilho sereno no instante do cansaço,
O amor que ecoa, eterno e imortal.
Do nosso amor nasceu um presente sublime,
Pequena e doce, nossa menina-luz,
Metade de mim, metade de ti,
Razão que nos une e sempre conduz.
E quando o mundo pesa sobre meus ombros,
É no teu olhar que encontro meu lar,
Te amo em cada suspiro profundo,
Te amo sem pressa, sem medo de amar.
Dez anos se foram, e tantos mais virão,
Seguiremos de mãos dadas,
Entrelaçados corações,
Amo-te hoje e um pouco mais a cada manhã.
Com amor, carinho e afeto para meu querido e amado esposo Elly-Berto.
nomes difíceis, doses contadas.
Engulo promessas de alguma constância,
mas sinto na boca o gosto da ânsia.
Manhãs pesadas, engulo o silêncio,
Bupropiona e Lítio me prendem no tempo.
À noite, Sertralina apaga memórias,
Rivotril me apaga—sou sombra, sou vento.
Subo no trilho da euforia sem freio,
o mundo é meu—até ser devaneio.
Despenco no abismo sem ter quem segure,
o corpo implora, mas a alma não jura.
De olhos abertos, mas sempre fechados,
procuro um sentido entre sonhos rasgados.
A vida se arrasta num ciclo sem cor,
cansada demais pra sentir qualquer dor.
E se um dia eu jogar tudo ao chão?
Se rasgar receitas, negar prescrição?
Talvez me liberte, talvez me desfaça—
mas que diferença faz, se já sou só fumaça?
A mente é um furacão sem freio,
um raio cortando o céu da razão,
ideias fervilham, correm em meio
ao caos sem pausa, sem direção.
No alto, sou luz, sou fogo, sou vento,
palavras dançam sem eu perceber,
o mundo é rápido, é puro invento,
ninguém me alcança, não há porquê.
Mas vem a queda, crua e fria,
no peito o peso de mil abismos,
os dias são névoa, noite vazia,
e eu me perco em meus próprios ismos.
O corpo é âncora na tempestade,
pesado, inerte, afundando em si,
presa do tempo, da gravidade,
silêncio que grita: "fica aqui".
Serotonina, dopamina, noradrenalina,
tudo em uma dança que move meu ser.
Pra mania, sou chama que nunca declina,
pra depressão, sou sombra a se esconder.
Neurotransmissores, hormônios, tudo biológico,
mas há quem diga que é frescura ou falta de querer.
Como se a dor fosse um ato ilógico,
e não um fardo que eu nunca quis ter.
E assim eu oscilo, entre céu e abismo,
sem chão que me prenda, sem ar pra voar,
prisioneira do próprio mutismo,
refém de mim mesma, sem me alcançar.