Pertencer a si é ser vasta e inteira,
é ter no peito o sol que acende o dia.
É ser do mundo o sopro verdadeiro,
Sem algemas, sem grades, sem vigia.

Estar com outro, sim, mas por amor. 
Jamais pra preencher o que é só meu,
pois quem se basta transborda calor, 
E o laço nasce onde já floresceu.

Amar não é buscar o que me falte,
mas partilhar o vinho da vida,
Ser dois inteiros, lado a lado.

E quando assim dois inteiros se encontram,
não há prisão, só dança, luz e calma:
um elo forte, livre e que transcende a alma. 

Luany de Macedo Nascimento, 19/01/2026

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