Há uma pergunta que Nietzsche fez
quando pensou no amor que atravessa o tempo.
Não é sobre promessas,
nem sobre eternidades gritadas,
mas sobre conversa.

Terei prazer em te ouvir
quando os dias forem longos?
Quando o silêncio pedir abrigo?
Quando a vida não couber em palavras?


Desde agosto de 2015
meu coração já sabia a resposta.

Elly-Berto,
conversar com você é casa.


É a inteligência que me toca antes da mão,
o pensamento que me seduz
com delicadeza e fogo.
Te ouvir é desejar ficar.


É querer mais tempo,
mais tarde,
mais nós.

Há beleza no jeito como você pensa,
no modo como lê o mundo
e o reorganiza com palavras.
Seu talento nasce sem esforço,
mas carrega verdade.

E sua presença ensina
que amor não é espetáculo,
é permanência.


Ver você amar assim
me faz te amar ainda mais.

Eu te amo
no gesto simples,
na rotina que aquece,
na paixão que não se apaga.


Te amo no diálogo que sustenta,
no silêncio que não pesa,
no cotidiano que floresce.


Se a vida me perguntasse de novo,
eu responderia sem hesitar: Sim.
Quero estar com você
pelo resto dos meus dias.

Luany de Macedo Nascimento
07/01/2026

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