Não me acusem de escrever de forma "marginal"
Minha pena conhece o tom formal;
Fui moldada por Machado, Álvares, Goethe e dos Anjos em dor
Sei sim vestir meus lamentos com nobre rigor. 

Se escrevo livre, é porque assim escolhi, 
não por ausência do que já aprendi;
sei domar a métrica, o verso preciso,
mas prefiro a alma solta no improviso.

Não gosto de regras, nem grades no chão,
meu poema é incêndio, é contramão;
Não me venham com normas, compasso e medida,
que a poesia, pra mim, é sopro e é vida.

Sou mulher de palavras, de asas e que arde em chamas,
que escreve o que sente, que rasga e que ama;
Se meu verso é torto, é porque ele é real:
minha alma não cabe em uma poesia formal. 

Luany de Macedo Nascimento

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