Nas tramas do poder dominante, 
A hegemonia sussurra em silêncio.
Não força, mas idealiza,  moldando o semblante, 
Do senso comum, calmo e tão denso.

Mas por entre brechas, nasce a ruptura, 
A contra hegemonia levanta a voz.
Questiona o discurso, revela a estrutura,
E lembra que o mundo não cabe em um "nós".

O poder que convence é o que mais perdura,
Está na escola, no templo, no lar.
Mas o ser critico com astúcia,
consegue pensar, lutar, transformar. 

Gramsci apontou: não há neutralidade, 
A cultura é campo de intensa disputa, 
Cabe ao oprimido, com coragem
romper as correntes da velha conduta. 

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