Às vezes escrevo como quem acende uma luz em quarto um vazio e escuro.
As palavras nascem quentes, pulsantes, mas o mundo passa ao lado,
olhos apressados, mãos cheias, silêncios largos demais.
Ser invisível é falar com o eco da própria voz, é existir entre parênteses,
é sentir que o que dói e o que salva em mim, não encontra pouso em ninguém.
Escrevo...
não porque tenho certeza de que alguém me lerá,
mas porque, se não escrevesse,
eu mesma desapareceria.
Luany de Macedo Nascimento
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